Linguagem compilada e linguagem interpretada
Como classificar uma linguagem de programação como sendo compilada ou interpretada? Bem, a resposta é simples, definindo o contexto ou ponto de vista!
E como estamos analisando linguagens de programação, nosso contexto é arquitetura de linguagens de programação.
Na computação, a compilação é o processo que reúne o código fonte e o transforma em algo que faça mais sentido para o computador.
Do ponto de vista do código fonte, toda linguagem de programação é compilada.
O produto final do processo de compilação de uma linguagem diz muito sobre seu design. Linguagens como C e C++ são compiladas estaticamente, e seus códigos fontes são transformados diretamente em linguagem de máquina.
Enquanto as linguagens mais modernas como Java, C# e Python têm seus códigos fontes transformados em uma linguagem intermediária (específica de cada linguagem), que será interpretada pela máquina virtual da linguagem quando o programa for executado.
Este processo de interpretação da linguagem intermediária durante a execução do programa, consiste na tradução dos comandos da linguagem intermediária para linguagem de máquina.
Sendo assim, em tempo de execução, o código intermediário pode ser encarado como um “código fonte” que será compilado dinamicamente pelo interpretador da linguagem em código de máquina.
Obviamente, ter este processo de compilação embutido na execução do programa tem um custo. E esse custo não é barato!
Por isso, nos últimos anos muito foi investido para otimizar este processo, resultando em todas as técnicas de Just In Time Compiling e Ahead of Time Compiling que permitem as linguagens interpretadas alcançarem performance excepcionais.
Finalmente, com base nestas definições, podemos dizer que C e C++ são linguagens compiladas. Enquanto Java, C# e Python, mesmo com as técnicas de JIT e AOT, são linguagens interpretadas, afinal, esta é uma definição da arquitetura da linguagem de programação.
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